Drywall e Steel Frame

O consumo da tecnologia de Drywall e Steel Frame no mercado brasileiro da construção ainda é recente e vem crescendo a cada ano, apesar de ser baixo se comparado a outros países, como aos Estados Unidos. O baixo consumo deve-se muitas vezes ao preconceito a essa forma de construção, mais leve e com estruturas menores que as paredes de alvenaria, muito usuais em nossa construção.

A tecnologia de Drywall, traduzida como “parede seca”, é utilizada para ambientes internos e envolve placas de gesso aparafusadas em perfis de aço galvanizado as quais não necessitam de argamassa para sua construção, o que garante à obra maior limpeza e menor tempo de execução. O Steel Frame, por sua vez, “estrutura de aço”, é utilizado como fechamentos externos e, por isso, sua composição é formada por um esqueleto estrutural de aço, em maior quantidade que o Drywall, e chapas cimentícias como vedação para proteção maior às intempéries.

Tais tecnologias podem, então, ser utilizadas como paredes de fechamento, paredes internas, tetos e revestimentos, e tem sido mais bem aceitas em áreas comerciais e de serviços, já que aí a necessidade de adaptação e personalização dos ambientes conforme os serviços prestados ou os comércios a serem instalados é mais facilmente conseguida. Além disso, permitem reformas mais rápidas e simples do que estruturas que envolvam a alvenaria, além de gerar menos entulho. Nesse sentido, outra vantagem é em relação às tubulações elétricas e hidráulicas acomodadas em seu interior, que permitem ajustes mais simples de ser executados já que não estão envoltos por blocos e argamassa.

Também, por possibilitar a confecção de paredes em torno de 11 cm de espessura, permitem um ganho de área útil em relação às alvenarias convencionais que pode chegar a 4% a cada 100m². E por pesar menos que uma parede de alvenaria, consegue-se uma redução no custo das fundações e estruturas da edificação, além de consumir-se menor quantidade de materiais.

É importante atentar-se, entretanto, à qualidade da mão de obra empregada em sua construção, pois se não tiver o devido treinamento e preparo poderá confeccionar paredes com emendas visíveis, foras de esquadro e de reparos delicados, que exijam maior cuidado e custo antes de se executar os acabamentos.

Ainda, instalações de equipamentos apoiados nas paredes, tais como bancadas de pedras, marcenarias, painéis e quadros, e nos forros, como luminárias pendentes, devem ser previstos para que sejam reforçados estruturalmente, com instalação de maior número de perfis metálicos e/ou placas de madeira OSB (no caso das paredes).

Questionamentos comuns em relação a essas tecnologias permeiam a questão do conforto térmico e acústico, que tende a ser contornada com associação de materiais isolantes específicos para esses fins.

Com essas características associadas à economia, limpeza, menor consumo de recursos, adaptabilidade, entre outras, esses sistemas alternativos vem ganhando o gosto dos brasileiros. O desafio agora é o aceite dessa tecnologia às construções residenciais que, a meu ver, oferecem grandes possibilidades ao homem de hoje, como modos de vida em constantes transformações e que requerem, dessa forma, ambientes que acompanhem tais evoluções.

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